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Terceira Mãe (A) - Julieta Monginho
 
> GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA DA APE/DGLB – 2008 <


«Uma obra inteligente e de leitura aliciante.» MARIA JOÃO MARTINS


«A construção do livro é hábil e afirma a destreza de Julieta Monginho na arte do romance e na sedução do leitor.»
URBANO TAVARES RODRIGUES
  PREÇO :  €13.05
  Preço de Mercado :  €14.50
  Sobre o Livro :  O livro "A Terceira Mãe", de Julieta Monginho, publicado pela editora Campo das Letras, foi distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB para obras publicadas em 2008.
Considerada "uma obra inteligente e de leitura aliciante" por Maria João Martins, "A Terceira Mãe" evidencia, segundo Urbano Tavares Rodrigues, "a destreza de Julieta Monginho na arte do romance e na sedução do leitor".
A autora tem publicados na Campo das Letras: "Dicionário dos Livros Sensíveis" (2000), "Onde está J.?" (2002) e "Dez Contos com Livro Dentro" (co-autoria, 2004).
O Grande Prémio de Romance e Novela, galardão atribuído ininterruptamente desde 1982, teve como elementos do júri Ana Marques Gastão, Annabela Rita, Armando Silva Carvalho, Cristina Robalo Cordeiro, Fernando Pinto do Amaral e José Correia Tavares (presidente).

DECLARAÇÕES DE VOTO:

«"A Terceira Mãe", de Julieta Monginho, é um romance de uma exterioridade invisível que, ao não abandonar a dimensão do concreto, se situa no plano da ficção pura. Fragmentário, veloz e por vezes irónico, o livro desarruma a vida, reelaborando-a por meio de uma narrativa claro-escura. Sendo inquietante – até do ponto de vista de uma demanda espiritual –, o texto entra no domínio do simbólico pela estranheza das suas rupturas harmoniosas, como se cada passo significasse a reprodução metamorfoseada de um outro, anterior, em ritmo descontínuo. Nesse sentido, "A Terceira Mãe" pode ser considerada uma obra construída, de forma eficaz, entre a memória e o esquecimento, o real e o imaginário, a inocência e a sua destruição.»
ANA MARQUES GASTÃO (Escritora e jornalista)

«"A Terceira Mãe" (Campo das Letras, 2008), de Julieta Monginho, destaca-se no conjunto da obra da autora e de entre outros romances de qualidade a concurso pelo modo harmonioso como combina uma arquitectura quase geometrizada com a fluidez de um discurso onde a temática dos afectos e a existência se vertem numa imagística sensível e envolvente, especialmente marcada por uma perspectiva feminina.
Pelas razões expostas, votei nesta obra para o Grande Prémio de Romance e Novela APE.»
ANNABELA RITA (Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

«Dou o meu voto ao romance "A Terceira Mãe", de Julieta Monginho, para o Grande Prémio de Romance e Novela APE – 2008.
A partir da sua construção – em fragmentos de vozes alternadas, evoluindo num tempo que percorre três gerações –, o romance estrutura um imaginário em torno de três figuras femininas unidas pelo laço da maternidade, que (sobre)vivem em permanente conflito entre o seu universo interior e a paisagem do mundo. E o efeito de ressonância destas vidas/destinos é mais do que mero jogo de simetria que inverte, nega ou acusa o real.
Enquanto objecto literário, esta obra oferece uma escrita que carrega em si uma transparência velada e se torna uma forma de dizer para além dos silêncios que marcam o xadrez das relações e dos afectos.»
CRISTINA ROBALO CORDEIRO (Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)

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«"A Terceira Mãe" é um romance que procura as personagens no movimento em torno do confronto com a vida na sua assombrosa mistura de afectos e temores, dúvidas e confianças. Neste sentido tenta aprofundar os caminhos, já seguidos nas obras anteriores, do questionamento contínuo em relação aos temas que, no tempo e além dele, nos atormentam e nos mantêm seres atónitos e audazes.» JULIETA MONGINHO

Julieta Monginho nasceu em Lisboa, em 1958. É Licenciada em Direito.
Em 1996 publicou o primeiro romance, "Juízo Perfeito" (D. Quixote), cuja 4.ª edição sairá em breve. Seguiram-se: "A Paixão Segundo os Infiéis" (D. Quixote, 1998), "À Tua Espera",(D. Quixote, 2000, Prémio Máxima de Literatura), "Dicionário dos Livros Sensíveis" (Campo das Letras, 2000), "Onde está J.?" (Campo das Letras, 2002) , "Dez Contos Com Livro Dentro" (co-autoria, Campo das Letras, 2004), "A Construção da Noite" (Dom Quixote, 2005) e "A Terceira Mãe" (Campo das Letras, 2008, Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLB – 2008).
Colabora regularmente em revistas literárias e jurídicas, bem como no blogue "Arte dos Dias" - http://artedosdias.blogspot.com

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«Há vidas em que os laços são nós - demasiado apertados, castradores, por vezes górdios, tão poucas são as hipóteses de libertação que deixam a quem, por razões díspares, se deixa enlaçar. Com uma notável capacidade narrativa, Julieta Monginho põe em 'cena' várias personagens perdidas em relações familiares e afectivas que ora as atraem, ora as repelem, em que o branco quase nunca é imaculado e o negro não encerra a escuridão absoluta. "A Terceira Mãe", o seu último romance (edição Campo das Letras) inicia-se no princípio do século XX, quando a moral e os bons costumes impunham uma autêntica ditadura sobre os corpos e a sexualidade (nomeadamente a feminina), mas evolui até à nossa época, em que os supostos direitos adquiridos nem sempre significam uma vida mais fácil ou mais feliz. Uma obra inteligente e de leitura aliciante.»
MARIA JOÃO MARTINS, www.bloguedeletras.blogspot.com

«É um romance muito bem escrito, que narra, a partir da visão de uma matriarca, a vida de três gerações de mulheres e mães. O mais interessante é a forma como capta a mudança de costumes e mentalidades e a progressiva afirmação e libertação da mulher, num lapso de tempo que vai do fascismo salazarento e castrador dos anos trinta à explosão do 25 de Abril e depois até ao virar do século.
Rosalina, a personagem central, é filha de camponeses mas foi adoptada por uma tia rica, cujo marido, capitão, odeia papéis e livros e só concebe o comportamento da mulher como submissão total. Assim Rosalina casa ainda adolescente e é violada pelo marido, que depois ressonará habitualmente ao seu lado, procria, sonha e constrói o seu casulo.
As relações entre a casa rica, a sua, e a casa pobre, a dos pais naturais e dos seus irmãos que do pé descalço ascenderão, pelo trabalho, à pequena burguesia, são marcadas por certos constrangimentos e afectos.
A construção do livro é hábil e afirma a destreza de Julieta Monginho na arte do romance e na sedução do leitor.»
URBANO TAVARES RODRIGUES, www.leitura.gulbenkian.pt

  Outras Informações :  ISBN: 978-989-625-296-0
Nº de Páginas: 280
Peso: 345 g.
Dimensões 13,5x21 cm
Ano de Edição: 2008
   
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